Resolvendo ele lotear parte de suas propriedades,
com o que propiciou o surgimento de um povoado, o
local, em vista dos Pedros, passou a ser conhecido
como Terra dos Pedros, bairro do Pedros, depois, por
derivativo, bairro dos Pedreiras, e por fim Pedreira.
Após esse loteamento, o local passou a progredir:
Em 20/08/1890 passou a Distrito Policial: em 22/12/1892,
a Distrito de Paz; a Capela Curada de Sant’Ana,
em 17/06/1892, sendo o primeiro Cura o Padre Alexandrino
Felicíssimo do Rego Barros; e em 31/10/1896,
passou a Município.
O primeiro Orago da primeira Capela não foi
Sant’Ana, mas o Bom Jesus, cuja imagem foi trazida
da França pela família do fundador de
Pedreira, Coronel João Pedro.
O município encontra-se encravado na zona
Cristalina do Norte do Estado de São Paulo,
na Micro Região da Estâncias Hidrominerais
Paulistas, tendo por limite Amparo, Campinas Jaguariúna
e Morungaba.
Situada a 584 metros de altitude, possui topografia
irregular, possuindo inúmeras montanhas e seu
solo é fértil.
Clima seco, ligeiramente úmido no inverno,
entrecortada pelo Rio Jaguari, já não
tão piscoso com outrora, mas ainda majesto
em sua beleza, e a oferecer belas ilhas e corredeiras.
Os irmãos Ricci, por volta de 1.914, fazem
funcionar a primeira fábrica de louças,
a partir da qual inúmeras outras foram surgindo,
graças à união de pequenos grupos,
constituindo-se na principal economia do Município.
O trabalho nessas indústrias foram formando
artistas, dedicados à modelagem e à
pintura de artísticas peças de adorno
e louças para uso doméstico. Hoje, isoladores
elétricos abastecem o mercado interno e internacional.
O Município possui, no topo de um dos seus
morros, na parte central da cidade, a imagem do Cristo
Redentor, demonstrativo da fé do pedreirense.
O acesso ao pico é todo calçado com
paralelepípedos e, ao longo do seu curso, foram
instaladas as 14 Estações da Via Sacra,
em painéis de azulejo decorados por artistas
pedreirenses, formandos pela lida diária nas
cerâmicas locais. Na Semana Santa são
organizadas peregrinações, em diferentes
horários em que são escaladas diversas
comunidades e o acompanhamento do povo, em solene
sentido de oração, atesta de modo mais
forte, a espiritualidade católica de Pedreira.
As indústrias, na sua grande maioria, têm
nome de Santos e Santas da nossa Igreja; no dia da
Padroeira Sant’Ana, 26 de julho (feriado municipal),
cada indústria ornamenta o andor do seu padroeiro
e uma grandiosa procissão tem lugar pelas ruas
centrais da cidade. Vale ressaltar que, durante esse
mês, várias atividades religiosas são
desenvolvidas, inclusive nos recintos fabris, com
orações do terço, visitas da
imagem de Sant’Ana, etc..
A Paróquia de Santana completou o seu centenário
em 1.999, comemorado agora, em janeiro de 2.000, com
a inauguração de um monumento defronte
à Matriz, contendo os nomes de todos os sacerdotes
que por aqui passaram desde o início da sua
caminhada.
Sob a direção da Diocese de Amparo,
instalada recentemente, desligando-se, pois, de Campinas,
Pedreira possui duas paróquias: Sant’Ana
e Santo Antonio de Pádua.
Na Paróquia de Sant’Ana são desenvolvidas
inúmeras atividades com a participação
de leigos: cursos para jovens (T.L.C – Treinamento
de Liderança Cristã), para adultos (C.L.C
– Curso de Liderança Cristã),
E.C.C. – Encontro de Casais com Cristo), o Serra
Clube mantém-se nas suas atividades zeladoras
pela oração em prol das vocações,
além de outras pastorais diversas também
vivenciadas.
Em Pedreira funciona o Instituto Vocacional São
José (conhecido por “Seminário”);
do Município já saíram 5 (cinco)
sacerdotes, estando um deles o Monsenhor Nilo Romano
Corsi, à frente da direção espiritual
da Paróquia Sant’Ana desde 27 de março
de 1.955 até hoje. |